Eucalipto

A Origem dos Nossos Papéis

O Eucalipto globulus é a espécie florestal que está na origem dos papéis da The Navigator Company. Têm sido gerados alguns mitos em torno desta espécie, que pretendemos também desvendar.

Além da riqueza económica que gera ao País, o Eucalipto é uma espécie de crescimento rápido e um fixador de dióxido de carbono muito eficiente no combate ao efeito de estufa.

Tendo sido introduzida em Portugal por volta de 1830, o eucalipto expandiu-se sobretudo na segunda metade do séc. XX, dando origem a uma produção industrial de pasta e papel no país que já conquistou uma posição de destaque a nível internacional.

Eucalyptus Globulus

Foi em Portugal que, pela primeira vez no mundo, se utilizou madeira de eucalipto para fabricar pasta de papel. O The Navigator Company assume aqui uma posição de relevo, uma vez que foi numa das suas fábricas (Cacia) que este processo foi iniciado com sucesso em 1957.

Pelas suas propriedades, o Eucalyptus globulus é considerado pelos especialistas mundiais como a árvore de fibra ideal para papéis de impressão e escrita. A sua madeira é constituída por fibras de comprimento curto e muito homogéneo, que se caracterizam por uma grande suavidade, um elevado índice de mão, uma excelente rigidez, uma grande estabilidade dimensional e fortes resistências em húmido.

Mitos sobre o Eucalipto

1. O eucalipto retem a água dos solos

Na verdade, o eucalipto é muito eficiente na utilização de água disponível. Sem raízes longas ou profundas, esta árvore consegue regular a transpiração através das folhas, retendo a água em excesso para a usar em períodos de seca, um pouco à semelhança do camelo.

O eucalipto é muito eficiente na utilização de água disponível. Esta espécie produz mais fibra e mais madeira para uma mesma quantidade de água do que outras espécies.

Conheça outros mitos sobre a produção de papel

2. Os eucaliptos libertam substâncias tóxicas que esterilizam o solo

As folhas do eucalipto são ricas numa substância química, o cincol, muito usada na farmacopeia pelas suas virtudes balsâmicas. Esta substância tem alguns efeitos bactericidas de contacto, mas está provado que estes cessam com a biodegradação das folhas em que se encontra. 

Ou seja, não existe qualquer efeito esterilizador do eucalipto, apenas existindo condições para uma menor, mas marginal, diversidade biológica e microbiológica.

3. Os eucaliptos consomem mais nutrientes do solo, impedindo o crescimento de outras espécies.

Os muitos exemplos de utilização agrícola das terras onde já existiram eucaliptais são o melhor exemplo de que esta afirmação é um mito. Apesar de o eucalipto crescer muito depressa, gastando muitos dos sais minerais dos solos, 80% destes são devolvidos à terra através da queda periódica das cascas e folhas

Além disso, a investigação já efectuada permite afirmar que cem anos de cultivo de eucalipto num solo não produzem efeitos indesejáveis.